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Porque Sim!

Porque Sim!

Bode expiatório

Setembro 10, 2018

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Significado - alguém que é escolhido para levar com as culpas de algo que não fez

 

A origem desta expressão está relatada na Bíblia, pelo dia da expiação. Um ritual efectuado no Templo de Jerusalém para purificação de toda a nação de Israel.

Na cerimónia, 2 bodes e um touro eram levados para o lugar do sacrifício, por sorteio um dos bodes era queimado juntamente com o touro e o outro tornava-se o bode expiatório, pois o sacerdote, pondo as mãos sobre a sua cabeça confessava os pecados do povo de Israel. O Bode era posteriormente deixado à sua sorte na natureza selvagem, levando consigo os pecados de toda a gente para estes fossem aniquilados.

 

Marina

Salvo pelo Gongo

Setembro 03, 2018

 

 

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Expressão utilizada quando se consegue evitar algo de mau que está prestes a acontecer.

 

Uma das versões da origem desta expressão está ligada à época dos surtos de catalepsia (um distúrbio em que indivíduo fica com os membros rígidos, sem conseguir se movimentar), por engano, as pessoas eram enterradas vivas.

 

Os ingleses no século  XVII criaram um mecanismo em que amaravam uma corda ao pulso do defunto, no lado de fora do túmulo o outro lado da corda estava presa a um sino. Se a pessoa de movesse, o sino tocava, dando indicação que esta estava viva. Ficava uma pessoa a guardar o cemitério, normalmente o coveiro, a ver se algum sino tocava.

 

Neste caso, as pessoas eram literalmente, Salvas pelo Gongo .

Marina

 

Mãos a abanar

Agosto 27, 2018

 

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Significa: ficar sem nada, não conseguir obter algo que se pretendia.

 

Uma das origens desta expressão, remota ao século 19, quando os imigrantes da Europa chegavam ao Brasil, levavam ferramentos para o cultivo da terra (foices e enxadas) e animais. As ferramentas indicavam aqual a habilidade ou profissão, caso não levassem nada, ou seja "de mãos a abanar" indicavam que a pessoa não queria trabalhar, que era preguiçosa.

 

Marina

Mãe Coruja

Agosto 20, 2018

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Quando a mãe defende sempre o seu filhote/a não vendo os seus defeitos.

 

O origem desta expressão está na fabula de La Fontaine "A Coruja e a Águia", reescrita da seguinte forma por Monteiro Lobato:

 

Coruja e águia, depois de muita briga resolveram fazer as pazes.

— Basta de guerra — disse a coruja.

— O mundo é grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.

— Perfeitamente — respondeu a águia.

— Também eu não quero outra coisa.

— Nesse caso combinemos isso: de agora em diante não comerás nunca os meus filhotes.

— Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?

— Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial, que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.

— Está feito! — concluiu a águia.

Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.

— Horríveis bichos! — disse ela. — Vê-se logo que não são os filhos da coruja.

E comeu-os.

Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi ajustar contas com a rainha das aves.

— Quê? — disse esta admirada. — Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste…

 

Já diz o ditado: quem feio ama, bonito lhe parece.

Marina

Quebrar o Gelo

Agosto 06, 2018

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Significado: Quando pessoas que não se conhecem iniciam uma conversa sobre um tema qualquer, para descontrair e criar empatia, iniciando depois o diálogo.

 

A expressão pode ter origem num artefacto que os navegantes tinham  na ponta do navio para conseguir quebrar o gelo.

Podendo ser uma analogia, ao silencio constrangedor dos sólidos e frios icebergues.

 

Marina

 

Pensar na morte da bezerra

Julho 30, 2018

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Significado: uma pessoa distraída, pensativa e triste. 

 

Também li, uma outra versão na origem desta expressão.

Parece que no Porto, existiu um homem, chamado Bezerra que cometeu crimes hediondos. Os moradores espancaram-no durante quilómetros e este teve uma morte muito violenta. Na altura quando se via alguém triste, com ar pensativo e distante, comentava-se que estaria "a pensar no morte do Bezerra"

Marina

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